Tenho há vários dias no facebook esta pérola, o video oficial da campanha de Berlusconi em 2008. Mas merece não ser só para os amigos.
terça-feira, abril 28, 2009
Ao telefone
Na magnífica crónica de hoje, Miguel Esteves Cardoso conta que uma vez João Gilberto lhe cantou "Uma Casa Portuguesa" ao telefone. Só mais tarde me dei conta de que, se gostei tanto deste detalhe, é que tenho há anos o João Gilberto no atendedor de chamadas. Como, precisamente, se cantasse ao telefone.
sábado, abril 25, 2009
Socialismo moderno
Para assinalar, presumo, o aniversário do 25 de Abril, o PS cobriu a sua sede do Largo do Rato com dez panos, cada um ostentando uma palavra: Portugal, Democracia, Europa, Modernidade, etc. O que não consta, porém, é a palavra Socialismo.
segunda-feira, março 30, 2009
Os artigos
Os artigos da Playboy, em geral, são bons. No entanto, achei o artigo moreno melhor do que o artigo loiro.
Um bom princípio
«As nossas modelos não estão mais ou menos nuas. Estão, de facto, nuas.»
(João Artur Peral, director de arte da Playboy portuguesa)
(João Artur Peral, director de arte da Playboy portuguesa)
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
terça-feira, janeiro 20, 2009
A minha Obamania atingiu hoje (como se diz das bolsas) máximos históricos.
Salvo erro, a maldita palavra «terrorismo» não apareceu, mas sim uma referência à «network of violence and hatred». Qualquer conservador inteligente reconheceria no discurso de investidura de Obama ecos do melhor do pensamento conservador: a ênfase nas dificuldades, a prudência, responsabilidade, a referência ao passado como património que se mantém vivo. Será no entanto difícil, imagino, encontrar na blogosfera portuguesa quem seja capaz de dizer isso.
Este é o meu pedacinho favorito:
For us, they packed up their few worldly possessions and traveled across oceans in search of a new life.
For us, they toiled in sweatshops and settled the West; endured the lash of the whip and plowed the hard earth.
For us, they fought and died, in places like Concord and Gettysburg; Normandy and Khe Sahn.
Salvo erro, a maldita palavra «terrorismo» não apareceu, mas sim uma referência à «network of violence and hatred». Qualquer conservador inteligente reconheceria no discurso de investidura de Obama ecos do melhor do pensamento conservador: a ênfase nas dificuldades, a prudência, responsabilidade, a referência ao passado como património que se mantém vivo. Será no entanto difícil, imagino, encontrar na blogosfera portuguesa quem seja capaz de dizer isso.
Este é o meu pedacinho favorito:
For us, they packed up their few worldly possessions and traveled across oceans in search of a new life.
For us, they toiled in sweatshops and settled the West; endured the lash of the whip and plowed the hard earth.
For us, they fought and died, in places like Concord and Gettysburg; Normandy and Khe Sahn.
History channel
Pensei que fosse possível assistir à tomada de posse do Presidente Obama diretamente pelo canal História.
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Eis o artigo do Miguel Esteves Cardoso no Público de ontem (o de hoje também era bom). Depois disto, penso que já estou em condições de ser considerado para as listas de melhores blogues de 2009 a elaborar no fim do ano.

Uma Bimby na boca
Miguel Esteves Cardoso
Público, 07.01.2009
Não minta: há ou não há metade de um bolo-rei na sua vida, neste momento, algures, a olhar para si ou dalguma forma a esperar por si, sem saber o que dele fará?
É a ocasião perfeita para se converter à Gastronomia Mandibular, filha ilegítima de Ferran Adrià e do mítico Pastor-Mastigador-De-Canivete-Em-Punho. Quem não o conhece? É aquele que sucessivamente enfia na boca: pelo canto esquerdo, uma bucha de pão; pelo direito, um naco de queijo e, pela frente - o único acesso que permitem as bochechas distendidas - uma ficha de chouriço. Quando não mais uma clandestina azeitoninha. Finalmente infiltra por uma frecha nos lábios um decilitro de tinto. E logo começa a mastigá-las e a organizá-las internamente ao gosto dele.
Na verdade, todos temos uma Bimby na boca. Com o bolo-rei e um Moscatel faz-se a demonstração. É na boca que se ensopa o bolo com o licor; levando-o ao céu da boca e pousando-o nos molares; fazendo uma cova aqui; separando ali uma passa para degustar; ora reencaminhando um pinhão para ser triturado à parte; ora fazendo uma assemblage de massa de bolo e noz na nave central, para pesar, empapar e saborear antes de ser finalmente passado ao estreito.
A língua é talher, batedeira, Salazar, prato, tabuleiro, balança e mesa de provas. A boca é a cozinha e o cozinheiro. Basta escolher (a dedo) os ingredientes, alinhá-los à sua frente e deixar que a sua Bimby interna faça o resto. Ora eis o autêntico antepassado da cozinha de autor!

Uma Bimby na boca
Miguel Esteves Cardoso
Público, 07.01.2009
Não minta: há ou não há metade de um bolo-rei na sua vida, neste momento, algures, a olhar para si ou dalguma forma a esperar por si, sem saber o que dele fará?
É a ocasião perfeita para se converter à Gastronomia Mandibular, filha ilegítima de Ferran Adrià e do mítico Pastor-Mastigador-De-Canivete-Em-Punho. Quem não o conhece? É aquele que sucessivamente enfia na boca: pelo canto esquerdo, uma bucha de pão; pelo direito, um naco de queijo e, pela frente - o único acesso que permitem as bochechas distendidas - uma ficha de chouriço. Quando não mais uma clandestina azeitoninha. Finalmente infiltra por uma frecha nos lábios um decilitro de tinto. E logo começa a mastigá-las e a organizá-las internamente ao gosto dele.
Na verdade, todos temos uma Bimby na boca. Com o bolo-rei e um Moscatel faz-se a demonstração. É na boca que se ensopa o bolo com o licor; levando-o ao céu da boca e pousando-o nos molares; fazendo uma cova aqui; separando ali uma passa para degustar; ora reencaminhando um pinhão para ser triturado à parte; ora fazendo uma assemblage de massa de bolo e noz na nave central, para pesar, empapar e saborear antes de ser finalmente passado ao estreito.
A língua é talher, batedeira, Salazar, prato, tabuleiro, balança e mesa de provas. A boca é a cozinha e o cozinheiro. Basta escolher (a dedo) os ingredientes, alinhá-los à sua frente e deixar que a sua Bimby interna faça o resto. Ora eis o autêntico antepassado da cozinha de autor!
quinta-feira, janeiro 01, 2009
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