terça-feira, dezembro 30, 2008

To Whom It May Concern

1. Quatro meses, três semanas e dois dias, Cristian Mungiu.
2. No Country for Old Men, Joel e Ethan Coen.
3. Coeurs, Alain Resnais.
4. California Dreamin’, Cristian Nemescu.
5. Gomorra, Matteo Garrone.
6. O Segredo de um Cuscuz, Abdel Kechiche.
7. Happy-go-lucky, Mike Leigh.
8. Juno, Jason Reitman.
9. Destruir depois de ler, Joel e Ethan Coen.
10. Os Falsificadores, Stefan Ruzowitzky.

Depois explico, se deus quiser.

terça-feira, dezembro 23, 2008

Feliz Natal

segunda-feira, dezembro 15, 2008

1984

Quando vejo isto, tenho a sensação de que cresci na RDA.

quinta-feira, novembro 20, 2008

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Belas fotos, as de Barack Obama no Flickr, cansado como nunca o vimos. (Cheguei lá através dos Bichos.)

segunda-feira, novembro 17, 2008

A pessoa errada

Em síntese, é a história de um rapaz que se apaixonou pela pessoa errada: ele próprio.

terça-feira, novembro 11, 2008

Video


Caetano Veloso: cinco minutos que não são perda de tempo.

quinta-feira, novembro 06, 2008

Estado civil

Quando um grupo perde a sua figura política de referência, costuma-se dizer que esse grupo ficou «politicamente órfão». Porém, numa curiosa mudança de metáfora, Medeiros Ferreira declara-se «viúvo» de Hillary Clinton. A escolha de palavras não é arbitrária.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Ups, outro momento de pluralismo


O discurso de McCain ontem à noite não foi menos notável do que o de Barack Obama.

(Caetano Veloso também se referiu a este assunto.)
No calor da noite, esqueci-me de saudar os bloggers portugueses que acolheram a designação de Sarah Palin para candidata a VP como uma escolha «brilhante» de John McCain. É esta argúcia que lhes tem valido darem hoje opinião em tudo quanto é jornal, estação de rádio ou canal de televisão portugueses. É o chamado «circo mediático». Embora eu não esteja certo de que esta expressão contenha alguma metáfora.

O impossível acontece



É uma vitória extraordinária. Aliás, é a segunda de duas vitórias extraordinárias. Com a primeira, Obama salvou o Partido Democrata da vergonha de não ter mais nada para apresentar, ao fim de oito anos de Bush, do que uma versão requentada da administração Clinton. Com a segunda, salva a honra da América, estabelecendo de uma só vez o corte simbólico com o desastre do período anterior. Isto estava ao alcance dele, e não estava provavelmente ao alcance de mais ninguém.

Nesta hora, guardo um pensamento para os adversários lusos de Barack Obama. Não os apoiantes de McCain (de que, aliás, só consegui recensear um), mas os bushistas, da primeira à última hora, e os clintonistas; a arrogância e o desdém com que trataram o candidato democrata e os seus apoiantes merecem ser recordados. Obama e os seus seguidores foram quase sempre tratados como pouco mais do que idiotas, patetas e crédulos. Os patamares de infantilismo argumentativo atingidos neste percurso conheceram exemplos notáveis – e que vão perdurar.
Já os clintonistas, tendo apostado também em caracterizar Obama como uma espécie de pastor evangélico para massas histéricas, insistiram especialmente em assegurar que o candidato negro não teria quaisquer hipóteses de ser eleito. «Quem conhece» – e cito – «um poucochinho os EUA não duvida por um momento que o Obama jamais será Presidente. Tão certo como dois e dois serem quatro.» Obama só ganhava primárias em sistema de caucus e em estados irrelevantes.

As afirmações categóricas destes sábios continuam ao alcance de qualquer motor de busca. Talvez por isso, uns e outros, nestas últimas semanas, se tenham afadigado a garantir-nos que só o cataclismo financeiro imprevisível (pelo menos quanto à altura em que ele iria dar-se) acabou por oferecer a Obama a vitória impossível. Por mais que outros dados indiquem o oposto.

Ao contrário do que outros também sustentam, a margem de vitória de Obama não é pequena. Não foi o «prestígio» do senador McCain, ou outra coisa qualquer, que manteve a disputa até ao fim. É uma vitória larga. Quem imagina que pudesse ser coisa de uma dimensão muito mais ampla, é que não tem a mínima ideia do que são os EUA, das divisões profundas que atravessam esse país enorme e que possibilitaram, entre outras coisas, que George W. Bush tivesse, por assim dizer, ganho duas eleições seguidas.

Agora, quero ouvir o discurso do novo Presidente dos EUA e ir fazer ó-ó.