domingo, novembro 25, 2007
Stanley Cavell
One of the things about film is the gigantism of the images, which dwarf you, which infantilize you, which make you speechless.
sexta-feira, novembro 23, 2007
Apuramento para o Europeu
Perhaps it is the cold nights of November drawing in, or possibly just a rank bad mood. But I ask: has there been anything so repellent in British cultural life as the new song and video by the Spice Girls? It is called “Headlines (Friendship Never Ends)”, a title that hints at the momentousness of the much heralded reunion of the five women after several years of moody estrangement.
To judge by the video, it is the kind of reunion I imagine when the former states of Yugoslavia get together to discuss mutual sewage needs. They slink into a dark room in slow motion and adopt a series of pouts and poses that would shame a $10 drag act. The two members of the group who consider themselves sufficiently thin to be attractive are semi-disrobed. The others remain shrouded and shadowy. None of them relates to any of their freshly reacquainted friends. The sophistication of digital trickery forces us to ask: are they in the same room?
quinta-feira, novembro 15, 2007
Ui! E como rimos!
Ontem, enquanto votavamos no plenário do PE, onde agora somos vizinhos, demarcando onde acaba o PSE e começa o GUE na nossa fila, o Miguel Portas avisou-me que se tinha “metido comigo” no blogue. Rimos quando lhe ripostei: “era o que tu querias, que eu te desse trela...”.
A graça! O chiste! Encore un effort!
quarta-feira, novembro 14, 2007
A biologia
[Rui Ramos, na crónica de hoje no Público.]
quarta-feira, novembro 07, 2007
A linha
A 5ª frase completa da pág.161 do livro que tenho mais à mão.
«Internally, Germany has a good deal in common with a Socialist state.»

[O ensaio em questão é «The Lion and the Unicorn: Socialism and the English genius», de 1940. A Alemanha a que se refere é a Alemanha nazi].
Gostava de saber qual é o livro que neste preciso momento têm mais à mão Pedro Ornelas, Penélope Cruz, Quentin Tarantino, Medeiros Ferreira e Iga A. (esta vai sem link porque há crianças a ver).
R.I.P.
Quem quer que tenha uma afinidade, mesmo que remota, com o comunismo como ideologia não pode deixar de se sentir um pouco descorçoado ao ler o artigo que o suplemento P2 do Público hoje dedica à revolução de Outubro. Meia-dúzia de intelectuais (ou aparentados) emitem meia-dúzia de proclamações, nem sequer enfáticas, de pendor sentimental sobre o comunismo. A questão que me parece interessante realçar é que hoje em dia não existe em Portugal qualquer partido que tenha o marxismo por ideologia: não o BE, evidentemente (a frase de Miguel Portas com que o texto termina tem pelo menos a virtude de o deixar claro), nem o PCP. Para o PCP, nem mesmo essa ideologia degenerada a que se chamou marxismo-leninismo funciona mais como cartilha. Em certo sentido, são todos já pós-ideológicos, não sabem para onde estão a ir nem têm grandes coordenadas que ajudem a orientar o caminho. Suspeito que aqueles que há vinte anos disseram que o comunismo morria com a queda do Muro tivessem muita razão.
sexta-feira, outubro 19, 2007
O prestígio de Lisboa
Custam-me a perceber os ganhos associados ao facto de Lisboa ter um tratado com o seu nome, mesmo admitindo que o tratado seja «histórico» e duradouro. Alguém foi visitar Maastricht para descobrir o solo fértil do sonho europeu?
O que traz inegável prestígio ao país e à cidade é uma temperatura de 27 graus no fim de Outubro. Quem é o jornalista, burocrata ou dirigente europeu que sai daqui sem vontade de regressar para um fim-de-semana com a namorada?
quinta-feira, outubro 18, 2007
A invasão do Iraque
A história repete-se - primeiro como tragédia, depois como farsa, dizia Karl Marx. Como tragédia, sim. Mas isto é mais paródia do que farsa.
