quinta-feira, novembro 15, 2007
Ui! E como rimos!
Ontem, enquanto votavamos no plenário do PE, onde agora somos vizinhos, demarcando onde acaba o PSE e começa o GUE na nossa fila, o Miguel Portas avisou-me que se tinha “metido comigo” no blogue. Rimos quando lhe ripostei: “era o que tu querias, que eu te desse trela...”.
A graça! O chiste! Encore un effort!
quarta-feira, novembro 14, 2007
A biologia
[Rui Ramos, na crónica de hoje no Público.]
quarta-feira, novembro 07, 2007
A linha
A 5ª frase completa da pág.161 do livro que tenho mais à mão.
«Internally, Germany has a good deal in common with a Socialist state.»

[O ensaio em questão é «The Lion and the Unicorn: Socialism and the English genius», de 1940. A Alemanha a que se refere é a Alemanha nazi].
Gostava de saber qual é o livro que neste preciso momento têm mais à mão Pedro Ornelas, Penélope Cruz, Quentin Tarantino, Medeiros Ferreira e Iga A. (esta vai sem link porque há crianças a ver).
R.I.P.
Quem quer que tenha uma afinidade, mesmo que remota, com o comunismo como ideologia não pode deixar de se sentir um pouco descorçoado ao ler o artigo que o suplemento P2 do Público hoje dedica à revolução de Outubro. Meia-dúzia de intelectuais (ou aparentados) emitem meia-dúzia de proclamações, nem sequer enfáticas, de pendor sentimental sobre o comunismo. A questão que me parece interessante realçar é que hoje em dia não existe em Portugal qualquer partido que tenha o marxismo por ideologia: não o BE, evidentemente (a frase de Miguel Portas com que o texto termina tem pelo menos a virtude de o deixar claro), nem o PCP. Para o PCP, nem mesmo essa ideologia degenerada a que se chamou marxismo-leninismo funciona mais como cartilha. Em certo sentido, são todos já pós-ideológicos, não sabem para onde estão a ir nem têm grandes coordenadas que ajudem a orientar o caminho. Suspeito que aqueles que há vinte anos disseram que o comunismo morria com a queda do Muro tivessem muita razão.
sexta-feira, outubro 19, 2007
O prestígio de Lisboa
Custam-me a perceber os ganhos associados ao facto de Lisboa ter um tratado com o seu nome, mesmo admitindo que o tratado seja «histórico» e duradouro. Alguém foi visitar Maastricht para descobrir o solo fértil do sonho europeu?
O que traz inegável prestígio ao país e à cidade é uma temperatura de 27 graus no fim de Outubro. Quem é o jornalista, burocrata ou dirigente europeu que sai daqui sem vontade de regressar para um fim-de-semana com a namorada?
quinta-feira, outubro 18, 2007
A invasão do Iraque
A história repete-se - primeiro como tragédia, depois como farsa, dizia Karl Marx. Como tragédia, sim. Mas isto é mais paródia do que farsa.